Escrito por Suka às 09h46
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Sem mais palavras, me calo
e não nego os sinais que desaparecem.
No fim da noite, então, me apego.
No teu ouvido, seria doce o sossego,
sem as badaladas dos sinos que entorpecem
e que recolhem da canção assustada
a chuva na madrugada suave,
em que o orvalho abraça de leve tua pétala,
onde tua melodia grave fala no barulho da água.
[o amor renasceria ali, acalentado pela chuva
vivo na madrugada
mas preferiu não despertar de um sono antigo]
Com mais ruídos, exalo
e agora sim, sonego o que te assegura.
Sai o dia, corro sem minhas pernas,
Vou antes que fique tarde, logo cedo...
E sobe a balada na catedral mais próxima,
vibra a sinfonia triste do fim, agora mais próximo,
cantam os rumores do que virá a acabar.
Já não tardaria a gelada angústia engolida
a desabar pelas ruas solenemente.
[o amor jazeria ali, sem sol e sem chuva
num dia nublado
mas escolheu partir, ainda que sonhando...]
para duas moças... ou três?
Escrito por Suka às 09h39
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"E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo a minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa
Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona
Me perdoa
A vida é doce
Me perdoa
A vida é doce..."
[A vida é doce - Lobão]
Escrito por Suka às 02h32
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Um corpo infantil olha diretamente ao céu.
Nublado.
Fantasiava os prazeres de lá.
Mas havia um abismo.
Impuro e insatisfeito.
Uma pausa.
Cansa-lhe a espera de algo que não acontece.
Entre o abismo e o crepúsculo, nada lhe faz despertar.
Nada há que se salve.
Nada há que se guarde.
Nada.
Intimamente reconhece a essência da realidade.
A vista até que é boa.
Uma chance.
O perfume é áspero.
Alto, distante e indiferente.
O tempo é o mesmo.
E tudo se apaga.
Nem tudo se acaba.
E quanto a mim?
Só corro.
Socorro!
Escrito por Suka às 15h09
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Um canarinho passou bem ali embaixo
E a canorinha ficou bem aqui do meu lado
- dois vôos presentes e perfeitos!
Presente divino.
(Dois, na verdade)
pelo teu dia, que se aproxima
^^
Escrito por Suka às 17h22
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POEMA SEM COR
a doce voz de Teu caminhar noturno
renasce com todo o encanto
(a quem me dedica essa cor)
a vida se alaga em palavras coloridas
(a calmaria desce em Teu sorriso protegido)
e embora caia a chuva
Tu ainda estás aqui
(acalmaria agora falar de Ti)
todas as tonalidades agora servem
se meu recanto servir em Ti como um descanso
(num bloco sem pautas
errei o tom sobre a alegria)
Escrito por Suka às 10h30
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só o silêncio me bastaria
agora
chega dessa zoada toda
agora
essa agonia podia passar
agora
embaixo da escada escondo
agora
vou voltar de onde vim
agora
terminar seria bom
depois
(...)
Escrito por Suka às 10h58
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