Escrito por Suka às 16h12
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Basta Um Dia
Pra mim basta um dia
Não mais que um dia
Um meio-dia
Me dá só um dia
Eu faço desatar a minha fantasia
Só um belo dia
Pois se jura, se esconjura, se ama
E se tortura, se tritura
Se atura e se cura a dor
Na orgia da luz do dia
É só o que eu pedia
Um dia pra aplacar minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno de um pequeno dia
Só um santo dia
Pois se beija, se maltrata, se come
Se mata, se arremata, se acata
Se trata a dor na orgia da luz do dia
É só o que eu pedia, viu?
Um dia pra aplacar minha agonia
Toda sangria
Todo veneno de um pequeno dia...
(Chico Buarque)
legal ter escutado essa música hoje...
Escrito por Suka às 21h35
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Era como as faces alegres
das meninas e suas bonecas
ou como os sorrisos extremos
das pequenas aves estranhas.
Era apenas o céu
refletido no espelho do meu quarto...
saudades de lá...
o filme que vi hoje me fez mal..
espero está tudo bem em casa...
preciso me acertar...
Escrito por Suka às 18h23
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Ontem eu ia recitar algo,
mas faltou coragem...
Hoje eu ia plantar algo,
mas faltou chão...
Não!
Faltou ele...
Escrito por Suka às 10h22
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Do muro nasceu a árvore
das balas vive o vendedor
das cascas fez-se o chá
das chagas tem-se a dor
das perdas foi-se a morte
da poesia o trovador
do medo rompeu-se o silêncio
das letras tirei a cor
dos filmes no cinema
e das fraquezas
vou me recompor...
com os rabiscos
com meus riscos
e sem rascunho pra compor.
Escrito por Suka às 13h21
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As salas vazias
o corredor deserto
tu me vias
e eu tão perto
tu sorrias
e eu esperto
te dizia
que a sala ao lado
está vazia.
Escrito por Suka às 10h46
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Posso perder o pudor
sem perder o poder
pecar por perceber
pequenas partes do que sou
procurar sem padecer
aos principais meios da dor
posso até empalidecer
quando nada parecer
pertencer a mim
e perceber que perdi
a fé ou o juízo
mesmo que em mim
penetrem a piedade e a paz
só não posso perder
o principal motivo
que me permite pensar em escrever
e escrever sem pensar...
Escrito por Suka às 09h20
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" (...)
Quem sabe o que é a alma ? Quem conhece
Que alma há nas coisas que parecem mortas.
Quanto em terra ou em nada nunca esquece.
Quem sabe se no espaço vácuo há portas?
O sonho que me exortas
A meditar assim a voz do mar,
Ensina-me a saber-te meditar.
(...)"
Fernando Pessoa - Azul ou verde ou roxo
Escrito por Suka às 10h16
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