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Uma parte que não tinha...


Um par de sapatos usados

As velhas meias usadas

Os solados gastos e usados

E o cara que usou os sapatos...

 

O cadarço branco do tênis novo

(Futuras cores desbotadas)

 

Sandalinha e sapatinho...

Neutra e colorido...

 

Com ou sem meias?

Para meninas ou moços?

 

Corre descalço

Tropeça

Machuca os pés

E descobre que os chinelos cairiam bem...

 



Escrito por Suka às 09h38
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Tanto faz se teu sorriso é forçado

Já que a força que te faz sorrir sou eu.

 

Só se faz com encanto

Quando o canto que embala

Não está rouco

 

Ou se aquilo que te abala

Não é pouco.

 

 

 

(post negro...)

 



Escrito por Suka às 13h03
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S2

 

Som. Sabor. Segredo. Surpresa. Silêncio. Saudade. Sossego. Suspiro. Sinestesia. Sem sal. Sussurro. Soneto. Saída. Sugestão. Sentimento. Sotaque. Sentido. Soneca. Sumiço. Sacrifício. Sensibilidade. Simbolismo. Sonho. Saliente. Seca. Sóbria. Sacrossanta. Secreta. Simples. Sexta-feira. Sábado. Saltibanca. Senhorita. Saltatriz.  Sinhazinha. Suka. Séria (seria...). Suécia. São Luís. Setenta e cinco (75 ou 15?). Serviço Social. Serena. Sinfonia. Sereno. Semanal.  Serenata. Semestral. Sopro. Surda. Sinuca. Sibila. Sutil. Sensata. Sonora. Sorriso. Sambinha. Saxofone. Sopa. Santinha. Suco. Sukita. Sorvete. Satírica. Surreal. Sã. Si. Só. Se. Suh. Sol. Soul. Solta. Sou. Sair. Subir. Sentir. Sorrir. Seguir. Sua. Sempre. Suhelen.

 

 

22/11/2006



Escrito por Suka às 00h18
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O sorriso que virou do avesso
Anjos que caíram
Asas que não tenho
Arco-íris que não vejo
Flores desbotadas
Vasos quebrados
Inconstante felicidade
Queria pintar a vida da cor que sei de cor
Tudo isso forma um ponto só
Atmosfera catastrófica.

 

 

 

 

(Tássia Campos)

a menina Canora...



Escrito por Suka às 01h37
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Pedra de Gelo

Pequenina e fria,
rolava a pedra de gelo pela terra vazia...

Ia que ia,
Derretendo-se,
Enquanto corria.

E ia morrendo,
ao sentir calor.

E ia tão feliz,
perdendo-se na dor.

Na dor de ir-se.

Pedra de gelo...

Se foi, derreteu.

 

(Andréa Leite)

a menina Mafalda...



Escrito por Suka às 12h21
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A escrever destes compassos escuros
Consigo carregar com sutileza
Todo o fervor e peso das tristezas
A que se referiu Schopenhauer...

E evoco, num segundo, Hunos e Átila..
(a tais coisas não se deve rimar...)
e todos os necessitados de um Leviatã,
- Com que valores se julgam imarcescíveis?

Mas o peso dos teus olhos me abençoou...
E todas as constelações me comoveram,
E vi todas as flores numa frase.

Coisa alguma é maior que o próprio Tempo,
E de estar esquecendo acordes tão dissonantes
Eu te espero, calorosamente, em dezembro.

(Thaís Lopes)



Escrito por Suka às 14h29
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qualquer coisa dita agora é silêncio.

  qualquer desabafo agora é grito.

   qualquer amor agora é saudade.

  qualquer abraço agora é consolo.

       qualquer choro agora é vão.

   qualquer certeza agora é sonho.

     qualquer foto agora é passado.

  qualquer presença agora é ausência. 

     qualquer segredo agora é nosso.

                   

 

                               (Manu Maia)

uma amiga meio violeta, meio febril e meio vespertinazinha...



Escrito por Suka às 12h14
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E o tempo...

 

 

A gente demora certo tempo pra enxergar aquilo que realmente não quer ver. Demora pra acreditar que aquele emprego não pode ser seu por causa da incompatibilidade de horários (você estuda no turno vespertino e teria que trabalhar o dia inteiro, como regulamenta as leis da empresa). Demora pra aceitar que aquela viagem programada com muito carinho e expectativa terá que ser adiada, porque o dinheiro que deveria ser destinado ao passeio interestadual agora terá que pagar uma dívida inadiável. Demora pra perceber que a pessoa dos seus sonhos só aparece nos seus sonhos e que os defeitos alheios, a olhos alheios, serão “perfeitamente” virtudes. E como demora pra achar que a vida vale a pena se simplesmente se pudesse sorrir, por mais desgraçada que pareça a situação.

Digo isso porque demorou pra eu perceber que o futuro, por mais incerto que pareça, por mais planejado, sonhado, esperado, trabalhado, não depende só dos meus sonhos, dos meus planos, da minha espera. Depende de uma série de pessoas, fatos, acontecimentos e outros sonhos, compartilhados ou não. Talvez o meu futuro não demore muito a se concretizar. De repente nem demora muito e chega a hora do lanche no recreio dos meus sonhos realizados! Já pensou? Eu demorei pra pensar assim. Tive que abrir os olhos depois de entrar aquela poeira do deserto da solidão. Aquela que é bem fininha... Tive que levantar depois de escorregar feio frente aos que passavam em cima de seus corpos avantajados e realizados. E tive que fugir dos meus medos, das minhas fraquezas e inseguranças pra continuar... sorrindo!

Quando a gente ler um desses livros de auto-ajuda, acaba achando que pode dar o melhor dos conselhos e que realmente tirou algo de proveitoso de tudo que leu, por mais que o livro pareça ridículo. Demorou pra eu ler um livro de auto-ajuda. Em três dias, eu me achei a pessoa mais idiota do mundo, não pelo livro, mas pelo motivo que me fazia ler o livro (o pior dos livros de auto-ajuda talvez seja o motivo que faça alguém parar pra ler e ainda tirar conclusões proveitosas do que leu!!!). E demorou pra eu ler um desses livros! Não é o tipo de literatura que me fascina. Engraçado que nada do que é lido ali é novidade. Basta observar qualquer que seja a situação de uma forma mais minuciosa pra perceber que todo o tempo as respostas que se precisava estavam ali.

Engraçado que não precisaria ler um livro desses!  Mas eu li. Li mesmo! E daí?

O tempo que eu perdi lendo aquele livro me fez ver o que é o tempo. Certo que não precisaria ter lido o maldito livro pra fazer a incrível descoberta do que é o tempo. Mas eu pude entender melhor as situações acontecidas durante o tempo que passou antes de o livro chegar a minhas mãos. Até que não demorou pra eu me perdoar por ter lido o livro! Acho que é porque estava de férias. Ou porque tem mais gente por aí lendo ele...

 

 

(12/11/2006, ouvindo músicas que lembram de um tempo não muito distante... uns 8 anos antes de hoje...)

 

 



Escrito por Suka às 02h17
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Foi então que ele abriu os olhos
E havia mar neles.
O túrbido azul
a embriaguez salgada
indo e vindo indo e vindo indo e vindo

A dor da queda,
a calma plácida dos condenados
O orgulho
A incompreensão da escolha
O conhecimento de eras perdidas...
Tudo num olhar

Era ponto, era pássaro contra o céu fulvo e púrpura.
Olhar de sal à beira-mar.
O triste azul das águas sem memória.
 
 
 
 
 
 
de autoria da minha amiga Verbena Lilás
(bem lembrado, depois de um dia aprazível na praia com bons amigos...)



Escrito por Suka às 20h57
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O palhaço no ônibus

vende alegria e amor

na poesia fácil

frase-feita

graça de graça

 

A passageira-menina

escolhe, feliz,

as mais bonitinhas

dentre essas alegrias efêmeras

 

O palhaço segue rindo.

Da desgraça alheia.

 

 

de autoria do meu amigo Leandro Fernandes



Escrito por Suka às 01h03
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OUTONO

outro triste outono.
já lhe vejo ouvindo um vinho
outra vez bebendo um blues

talvez ouse cantar sua história
ou ainda vagar pelos ouvintes
e por suas árvores velhas.

lhe vale a ousadia
depois deste outubro infeliz
de ser ou não primavera

e por que o verão?
agora só no outro ano.


Escrito por Suka às 10h36
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os passos da velha menina
procuram as frutas maduras
e presas ao galho

em cima do muro
ao lado da janela
o vulto levanta seu vestido

como um vento leve e puro
longe cantam os grilos
a espera do tempo que não passa

da mesma forma ela desce
e embaixo corre em busca do seu quarto
tropeça, foge, se esconde e dorme

dorme...
melhor escolher outro dia.

foi pra tu... tu sabe que é tu...



Escrito por Suka às 21h51
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