Escrito por Suka às 11h17
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solto sobe sem sentido
da sua sede sai o seco som
sempre segue seu sorriso
(se o sono sozinho lhe seguisse)
preso perde seu pedido
por pouco não procura a pista
passa perto e pode parar
pela porta podre se pedisse:
"desce, deixa dúvidas e dança
dorme se der debaixo das doze."
diante disso, deixou às dez
o dono de duas dolorosas doses
mas mente muito mal...
Escrito por Suka às 11h00
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BLURP!
I
Como aquela calabreza
como ardendo fica em brasa.
Mais do mesmo
prato sobre a mesa.
Blurp!
II
Mama mia, quanta massa!
Seria massa viver de brisa
mas, toda massa é engolida
por uma boca voraz.
Uma boca cheia de dente
ansiosa pelo alimento que cala.
Ou amassa o pão.
Que o diabo comeu
De sobremesa.

[Na pizzaria: Andréa, Leandro, Suhelen e Tássia]
Escrito por Suka às 11h47
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o casal
trechos de músicas sem nenhuma esperança
luzes das velas que insistem em apagar
cacos de vidros expostos nas calçadas
trocas de horário pelo dia incerto
pedaços de papel rasgados na sacola
letras de poemas que nunca serão lidos
retalhos da lembrança que foram embora
falhas de vestido que cobriam a nudez fingida
Escrito por Suka às 13h14
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