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Uma parte que não tinha...


só o silêncio me bastaria
agora
chega dessa zoada toda
agora
essa agonia podia passar
agora
embaixo da escada escondo
agora
vou voltar de onde vim
agora
terminar seria bom
depois

 

 

 

(...)



Escrito por Suka às 10h58
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Linhas vermelhas
 
 
Então dos dedos surge a água
tal como a sombra que esvazia
a margem negra desta mágoa
se faz passado quem podia
com um rio apagar este caminho
de palavras soltas e socorria
o tempo, a voz, a ruga, o nada
de abismos sanguíneos e secos
em que a lembrança amassa e acaba.


Escrito por Suka às 09h47
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As mãos
[leves rios]
correm soltas,
trocam laços,
[fortes sonhos]
saem loucas
a colher flores,
comem alto
e se acabam
num abraço.
 
 
 
[o começo. onde se acabam.]


Escrito por Suka às 09h24
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da mesma praça, do mesmo banco...

(foto em 23/02/2007)



Escrito por Suka às 11h17
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solto sobe sem sentido
da sua sede sai o seco som
sempre segue seu sorriso
(se o sono sozinho lhe seguisse)
 
preso perde seu pedido
por pouco não procura a pista
passa perto e pode parar
pela porta podre se pedisse:
 
"desce, deixa dúvidas e dança
dorme se der debaixo das doze."
diante disso, deixou às dez
o dono de duas dolorosas doses
 
mas mente muito mal...


Escrito por Suka às 11h00
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BLURP!

I
 
Como aquela calabreza
como ardendo fica em brasa.
Mais do mesmo
prato sobre a mesa.
Blurp!

 

II

Mama mia, quanta massa!
Seria massa viver de brisa
mas, toda massa é engolida
por uma boca voraz.
Uma boca cheia de dente
ansiosa pelo alimento que cala.
Ou amassa o pão.
Que o diabo comeu
De sobremesa.


 

[Na pizzaria: Andréa, Leandro, Suhelen e Tássia]


Escrito por Suka às 11h47
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o casal

trechos de músicas sem nenhuma esperança
luzes das velas que insistem em apagar

cacos de vidros expostos nas calçadas
trocas de horário pelo dia incerto

pedaços de papel rasgados na sacola
letras de poemas que nunca serão lidos

retalhos da lembrança que foram embora
falhas de vestido que cobriam a nudez fingida



Escrito por Suka às 13h14
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